FUNDAÇÃO DARCY RIBEIRO

"Dada a gravidade da ameaça que pesa sobre a população indígena e a ecologia da Amazônia, nenhuma instituição comprometida com o futuro do país pode eximir-se de tomar partido. A omissão siginifica complacência e cumplicidade"

Berta Ribeiro

BIOBIBLIOGRAFIA - BERTA RIBEIRO



1924
Berta Gleizer, filha de Motel e Rosa Gleizer, nasce em 2 de outubro, na cidade de Beltz, na região romena de Bessarábia.

1929
Motel Gleizer sai, sozinho, para o Brasil.

1929/1932
Com a morte de Rosa Gleizer, Motel volta à Romênia para buscar as filhas.

1933
Berta chega ao Rio de Janeiro acompanhada do pai e de sua irmã, Jenny. A família vai morar nos arredores da Praça XI, reduto da comunidade judaica na época.

1934-1948
- Jenny Gleizer é presa em São Paulo e deportada para a Europa. Motel vai a sua procura, mas é preso e levado a um campo de concentração, onde morre. Berta fica sob a guarda do Partido Comunista, do qual seu pai e sua irmã eram ativos militantes.
- Entre 1936 e 1947 mora em São Paulo.
- Estuda na Escola de Comércio Álvares Penteado, onde frequenta o Curso Técnico de Contabilidade. Para concluir seus estudos, trabalha como datilógrafa em uma empresa. Com este emprego também consegue, em 1940, mudar-se para uma pensão, tornando-se independente do PCB.
- Conhece Darcy Ribeiro, em 1946, em uma manifestação do Partido Comunista.

1948
- Casa-se, em maio, com Darcy Ribeiro, quando este ingressou na Seção de Estudo do Serviço de Proteção aos Índios (SPI).
- Realiza trabalho de campo entre os índios Kadiwéu, Kaiwá, Terêna e Ofaié-Xavantes do sul do Mato Grosso, acompanhando Darcy Ribeiro.

1950 a 1953
Faz o bacharelado em geografia e história na Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Posteriormente, esta universidade tornou-se a Universidade do Estado da Guanabara (UEG) e, mais adiante, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

1951
Acompanhando Darcy Ribeiro, viaja para pesquisar índios Kaingáng e Xokléng do Paraná e de Santa Catarina.

1953
Leciona Geografia do Brasil para o Segundo Grau no Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro.

1953/1957
- Em 1953, inicia estágio na Divisão de Antropologia do Museu Nacional – Universidade do Brasil.
- Inicia seus estudos de classificação dos adornos plumários para elaboração das obras Bases para uma Classificação dos Adornos Plumários dos Índios do Brasil e Arte Plumária dos índios Urubus-Kaapor.

1954
Conclui a licenciatura em Geografia e História na Universidade do Distrito Federal.

1955
Apresenta o trabalho “Modelo de fichas catalográficas para registro de coleções” no Congresso Nacional de Museus.

1956
Apresenta o estudo da coleção de zarabatanas e flechas envenenadas com curare do Museu Nacional – Curare: a Weapon for Hunting and Warfare, em colaboração com José Cândido de Mello Carvalho, no 1º Congresso Internacional de Curare e Substâncias Curarizantes.

1956/1958
Torna-se naturalista da Divisão de Antropologia do Museu Nacional - Universidade do Brasil.

1957
- Realiza mostra no Museu Nacional sobre o uso do curare como divulgação do I Simpósio Internacional de Curare e Plantas Curarizantes.
- Recebe o Prêmio João Ribeiro de Ensaios, da ABL, pelo livro Arte Plumária dos Índios Kaapor, em colaboração com Darcy Ribeiro.

PUBLICAÇÕES:
- Bases para uma Classificação dos Adornos Plumários dos Índios do Brasil. Arquivos do Museu Nacional, vol. XLIII: 55-119, 55 fig. 13 prs. Rio de Janeiro. (Há resenha em American Antropologist 61(2): 330-331 e de Herbert Baldus em Bibliografia crítica da etnologia brasileira, 1968:569)
- A Arte Plumária dos Índios Kaapor, Rio de Janeiro, Ed. Civilização Brasileira, 157p 14 prs. em cores, em colaboração com Darcy Ribeiro. (Há resenha de Baldus em Anhembi 87: 551-555 e em Bibliografia crítica da etnologia brasileira, 1968: 577-578)

1958
Muda-se para Brasília.

1959
Em colaboração com José Cândido de Mello Carvalho, publica: Curare: a Weapon for Hunting and Warfare. In: Curare and Curare like Agents. D. Bovert, F Bovert-Nitti and G.B. Marini-Betolo (eds.), Amsterdam-London-New York-Princeton, p-3-33, 7figs.

1959/1960
Pesquisa bibliográfica para elaboração do artigo Línguas e culturas indígenas no Brasil e do livro Os Índios e a Civilização, de Darcy Ribeiro.

1964
Exila-se no Uruguai.

1964/1974
- Realiza a pesquisa bibliográfica e a revisão das traduções para a série Estudos de Antropologia da Civilização, de Darcy Ribeiro, e o levantamento bibliográfico e estatístico de A Universidade Necessária, de Darcy Ribeiro.

1968
Retorna ao Brasil com Darcy Ribeiro. Ao chegar, Darcy fica preso durante oito meses na Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói. Enquanto isso, Berta mobiliza intelectuais pela libertação do marido.

1969
Exílio na Venezuela.

1970/1974
Exílio no Chile e no Peru.

1973/1974
Em Lima, realiza pesquisa sobre estrutura familiar e socialização, na Oficina de Socialização, coordenado pela Professora Violeta Sara Lafosse. Colhe dados para a dissertação “Crianças trabalhadoras – trabalho e escolaridade de menores em Lima”.

1974
- Retorna ao Brasil.
- Separa-se de Darcy Ribeiro.

1975
Presta consultoria para a elaboração do projeto do Centro de Documentação Etnológica e Indigenista do Museu do Índio – FUNAI, dirigido por Carlos de Araújo Moreira Neto.

1975/1976
Assume a assistência de direção da Editora Paz e Terra.

1976
- Trabalha como estagiária do setor de Etnologia e Etnografia do Departamento de Antropologia do Museu Nacional.
- Trabalha como pesquisadora do projeto “Etnografia e emprego social da tecnologia indígena e popular”, coordenado por Maria Heloísa Fenelón Costa – Setor de Etnologia e Etnografia do Departamento de Antropologia do Museu Nacional.
- Inicia o estudo bibliográfico, museológico, a classificação tipológica e taxonômica dos trançados dos índios do Brasil.

1976/1977
Elabora folhetos de divulgação cultural sobre arte indígena e pintura corporal para a Fundação Unibanco/Rhodia.

1977
- Torna-se bolsista do CNPq – Pesquisador B, com renovação nos anos seguintes.
- Visita as aldeias Yawalapiti e Txicão no Alto Xingu e a aldeia Kayabi no Médio Xingu (agosto).
- Viaja a Aracati – Ceará. Observação da confecção do trançado sertanejo da palha de carnaúba (setembro).
- Profere dez palestras para o curso de museologia da Universidade Federal de Campina Grande (PB), intituladas “ Museu como instituição de pesquisa” (setembro).

PUBLICAÇÕES:
- Amazônia: salva pelos antropólogos? Resenha de Amazônia: a Ilusão de um Paraíso, de Betty Meggers, Ed. Civilização Brasileira, 1976. In: Opinião 1/4/1977, p.22.
- O Artesanato Indígena como Bem Comerciável. Ensaios de Opinião, 2/3: 68-77, Rio de Janeiro.

1978
- Realiza viagem aos afluentes do Rio Negro (Rio Uaupés e Tiquié) e do Rio Içana (Rio Aiari), na qual faz um estudo do trançado indígena.
- Colabora na redação de “Antes o mundo não existia”, de Umúsin Panlõn Kumu e Tolamãn Kenhíri.
- Reúne, para sua coleção pessoal, artefatos, desenhos, fotografias e amostras de espécimes vegetais, barro e tinta.

PUBLICAÇÕES:

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Arte Indígena, Linguagem Visual. Ensaios de Opinião 7: 101-110, Rio de Janeiro.

1978/1979
Participa do Movimento Feminino pela Anistia e da Campanha pela demarcação das Terras Indígenas, coordenada pelo Conselho Indigenista Missionário - CIMI.

1978 a 1985
Integra equipe do mesmo projeto, coordenado por Heloísa Fenelón (ver ano 1976) como pesquisadora e consultora do subprojeto “Estudos do Alto Xingu” e assessora da área técnica para coleções etnográficas.

1979
Realiza pesquisa bibliográfica sobre o tema “Artes têxteis indígenas” – tecelagem e corantes entre os índios do Brasil. O projeto, aprovado pelo CNPq e pela Finep, resultou nos seguintes relatórios: 1- Caracterização da rede de dormir do Alto Xingu e do Alto Rio Negro e 2- A tecnologia do tear indígena.

PUBLICAÇÕES

Bibliografia Clique para ampliar

Diário do Xingu. Rio de Janeiro, Ed. Paz e Terra, 265p. (Há comentários de Maria Stella Amorim, O Globo, 3/2/80; Carmem Junqueira, Leia Livros, março 1980; Márcio Souza, Porantim, agosto 1980; Maria Isaura Pereira de Queiroz, Ciência e Cultura 35(7): 1033-1034, 1983).

1980
- Projeta e coordena a elaboração da exposição “Os índios das águas pretas: uma área cultural no noroeste do Amazonas” (março).
- Organiza a exposição “Arte plumária do Brasil” no Museu de Arte Moderna de São Paulo, posteriormente levada a Brasília, Belém, Bogotá, México e Washington (abril).
- Bolsista CNPq - categoria Pesquisador II (maio).
- Exibição da exposição “Os índios das águas pretas: uma área cultural no noroeste do Amazonas” no Museu Nacional (junho a julho).
- Defende a tese “A civilização da palha. A arte do trançado dos índios do Brasil”, dissertação de doutorado – USP.

PUBLICAÇÕES
Possibilidades de aplicação do ‘critério de forma’ no estudo de contatos intertribais, através do exame da técnica de remate e pintura de cestos. Revista de Antropologia. São Paulo, vol. 23, p31-68. Universidade de São Paulo, São Paulo. (Comunicação à Associação Brasileira de Antropologia, Recife, 1978).

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Introdução: Os Índios das Águas Pretas (25p.).


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Notas e legendas das ilustrações para Antes o Mundo não Existia - Mitologia Heróica dos Índios Desâna, de Umúsin Panlõn Kumu e Tolamãn Kenhíri. São Paulo, Livraria Cultura Editora. (Há resenhas de Moacyr Werneck de Castro e Assis Ângelo, Folha de São Paulo, 7/12/1980; Márcio de Souza, Leia Livros, Novembro 1980; Tom Figueiredo, Veja, 5/11/1980; Lúcia Villares, IstoÉ, 29/10/1980; Carlos Drummond de Andrade, Jornal do Brasil, 28/6/1980;

ensaio de Ana Maria Gorosito – "Cosmología Desâna: una comparación" em Anuário Antropológico 81:71-108, 1983, Rio de Janeiro; comentários de Angel Rama em La trace des indiens d’Amazonie dans la litterature brésilienne. Amérique Latine 12, 1982: 60-67 e em Transculturación narrativa em América Latina, col. Crítica literária, 1982: 83-94, México, Siglo XXI Eds.).

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Os Índios das Águas Pretas. Uma área cultural no noroeste do Amazonas. (6p.) Catálogo da exposição de mesmo nome.


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A Arte Plumária dos Índios Urubus-Kaapor.


Bibliografia Clique para ampliar

In: Vários autores, Arte Plumária do Brasil. SPHAN – Fundação Nacional Pró-Memória, p.40-42.


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"A civilização da Palha: a Arte do Trançado dos Índios do Brasil". Dissertação de doutorado, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 587 p. 116 pr. 198 ils. (os três primeiros capítulos já publicados em 1985 – A arte do trançado dos índios do Brasil – um estudo taxonômico).

A tecnologia do tecido em tear indígena. 43 págs. datil., glossário, ilustrações.

1980 /1981
Estudo das técnicas de fiação, tecelagem entretecida, tecelagem enlaçada (filé), uso de corantes e fibras têxteis junto aos índios Kayabí, Juruna, Mentuktíre, Txikão e Yawalapití do PIX – destinado à coleção de artefatos tecidos para o Museu Nacional.

1981
- Realiza pesquisa de Campo junto aos Asuriní (março/abril) e Araweté (maio/junho).
- Elabora e orienta a edição dos documentários Asuriní: Fuso e Fio; Asuriní: Barro e Corpo; Araweté: Técnicas Primitivas; e Araweté: a Índia Vestida (jul. a dez.).
- Organiza a mostra “Meios de comunicação de culturas pré-industriais” – Museu Nacional/Associação Brasileira de Comunicações e Telebrasil (out.).

PUBLICAÇÕES:
O artesanato cesteiro como objeto de comércio entre os índios do Alto Rio Negro, Amazonas. América Indígena 41(2): 289-310, abril/junho (número dedicado ao artesanato das Américas). México, Instituto Indigenista Interamericano.

1982
- Bolsista CNPq: passa à categoria Pesquisador I-B.
- Profere conferências sobre arte indígena no Museu Paranaense e na UFMG (abril).
- Organiza a mostra comemorativa do 1o. Centenário da “Exposição antropológica brasileira de 1882” – exposta no MUSEU NACIONAL (dez.).

PUBLICAÇÕES:
- Resenha: O mapa etno-histórico de Curt Nimendaju. Fundação Nacional Pró-Memória/IBGE. Revista de Antropologia, vol. XXV: 175-181, São Paulo, USP/FFLCH.
- A oleira e a tecelã: o papel social da mulher na sociedade Asuriní. Revista de Antropologia, vol. XXV: 25-61, 1 mapa, 11 fotos. São Paulo, USP/FFLCH.

1982 (abril)/ 1983(agosto)
Inicia a elaboração e coordenação da obra Suma Etnológica Brasileira.

1983
- Elabora o projeto da exposição “Cultura indígena do Brasil” – Fundação Roberto Marinho e CODEPHHAR. Do projeto Homo faber – instrumentos de trabalho/Homo ludens-objetos rituais, concebeu a exposição “Índios del Brasile, culture che scompaiono”, exibida na Itália.
- Viaja a Roma para implementar o projeto de exposição “Culturas indígenas no Brasil” (jan/fev).
- Apresenta trabalho sobre o simbolismo nos padrões de desenho no trançado Kayabi durante o seminário “Material Anthropology” – XI ICAES – Vancouver – Canadá {publicado nos EUA, Guiana e Alemanha} (agosto).
- Viaja novamente a Roma, desta vez para inaugurar a exposição “Índios del Brasile. Culture che scompaiono”, que durante cinco meses foi exibida na Cúria do Fórum do Senado Romano, em outras cidades italianas e incorporada às exposições permanentes do Museu Nacional Etnográfico Luigi Pigorini.(setembro).
- Visita os museus etnográficos de Florença, Módena, Gênova, Milão, Turim, Basiléia e Paris, e realiza um relatório para a Fundação Roberto Marinho sobre o estado de conservação dos mantos Tupinambás (setembro).
- Profere a conferência “A linguagem simbólica da cultura material” no Instituto de Arqueologia e História da Arte de Roma, Itália (outubro).
- Conquista o primeiro lugar no concurso “Ano Interamericano de Artesanato” pelo trabalho “Artesanato indígena: para que, para quem?”.

PUBLICAÇÕES:
- O índio Brasileiro: homo faber, homo ludens. In: Diversos autores.

Bibliografia Clique para ampliar

A Itália e o Brasil Indígena, p. 13-23. Rio de Janeiro, Fundação Roberto Marinho/INDEX Ed., p.13-23 e 111-121, 49 prs. em cores. Edição bilíngue português-italiano.


Bibliografia Clique para ampliar

Artesanato indígena: para que, para quem? In: Diversos autores. O Artesão Tradicional e o seu Papel na Sociedade Contemporânea, p. 11-48, Rio de Janeiro, Funarte. (Edição bilíngue português-inglês – Organização: Lélia Coelho Frota).


Bibliografia Clique para ampliar

O Índio na História do Brasil. 125 p. 14 ilustrs. Coleção História Popular dirigida por Jayme Pinsky, destinada a estudantes do Ensino Médio e universitários. São Paulo: Ed.Global. 2ª Ed.: 1984; 3ª e 4ª: 1986; 5ª: 1987; 6ª: 1989; 7ª: 1993.

- Quantos seriam os índios das Américas? Ciência Hoje 6: 54-60, 1 mapa, 5 figs., Rio de Janeiro, SBPC.
- Contributi indigeni alla cultura contemporânea. In: Fausto Zevi et alii – Índios del Brasile. Culture Che scompaiono. Scriti di antropologia e archeologia, p.28-32. Roma. Ministerio per I Beni Culturali e Ambientali.
- Il mite Il rito e l’oggetto rituale. In: Fausto Zevi et alii, opus cit. Vol.2, catálogo p.84-88, 2 ilust., Roma, De Luca Ed.
- Araweté: a índia vestida. Revista de Antropologia 26:1-38. São Paulo.

1984
- Assume a Coordenação Geral do Comitê Editorial da “Suma Etnológica Brasileira” (fevereiro).
- Participa da pesquisa, elaboração e produção de “O índio na cultura brasileira”, que integra a coleção “Enciclopédia da cultura brasileira”, coordenada por Antônio Houaiss (fev. a jul.).
- Apresenta exposição subordinada ao tema “A contribuição do índio à botânica e à agricultura” durante a sessão “Comunicações coordenadas” da 36a Reunião Anual da SBPC (junho).
- Elabora o projeto da exposição “O índio Brasileiro: cultura e identidade” – FUNAI e Fundação Roberto Marinho. Projeto não implementado (out./nov).
- Defende o projeto da exposição “Índios do Brasil: cultura e identidade” para o Museu do Índio de Brasília (novembro).
- Conquista o segundo lugar na categoria “filmes em vídeo-cassete” para os documentários sobre os índios Asuriní e Araweté, feito em colaboração com Fred Ribeiro, no XV Festival do Filme Científico do Rio de Janeiro.

1985
- Bolsista CNPq - categoria Pesquisador I-A.
- Revisa o livro A Arte do Trançado dos Índios do Brasil: um Estudo Taxonômico” (jan.).
- Solicitada pela prof. Maria da Conceição Beltrão, examina os restos de tecido e cordame encontrados junto à múmia da caverna da Babilônia – MG (fev.).
- Apresenta-se no seminário “Os índios Kadiwéu: notícia histórica e atual”, em homenagem a Guido Boggiani, em Novara, terra natal deste etnólogo (março).
- Assume o cargo de assessor II da FUNAI, lotada no Museu do Índio. Assume chefia do setor de museologia (junho a novembro).
- Participa como consultora da exposição “Arte e Corpo”, realizada na FUNARTE entre 11 de dezembro de 1985 e 15 de janeiro de 1986. Para o catálogo desta exposição escreve os artigos “Arte gráfica Kadiwéu” e “Arte gráfica Juruna” (set.).

PUBLICAÇÕES:
- A Arte do Trançado dos Índios do Brasil. Um Estudo Taxonômico. Instituto Nacional do Folclore/FUNARTE – Museu Goeldi, Belém, 185p.
- Museu: veículo comunicador e pedagógico. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos 6 (152): 65-76, jan/abril 1985. MEC/INEP, Brasília.
- Artes de curar e outras artes dos índios. Revista do Brasil, n.4: 62-73. Rio de Janeiro. Secretaria de Ciência e Cultura, Rio de Janeiro. Capítulo extraído de: O índio na cultura brasileira.
- Artesanato indígena, porque e para quem? In: Artes Visuais da Amazônia. Reflexões sobre uma visualidade regional. FUNARTE/SEMEC, Belém, p.23-42. (Título correto: O artesanato indígena na Amazônia)
- Tecelãs Tupi do Xingu: Kayabi, Jurúna, Asuriní, Araweté. Revista de Antropologia 27/28: 355-402. São Paulo, USP.

Bibliografia Clique para ampliar

Arte gráfica Kadiwéu. In: Arte e Corpo. Pintura sobre a pele e adornos de povos indígenas brasileiros, p39-46. Arte gráfica Juruna. In: Ibidem p.75-82. FUNARTE/MinC, Rio de Janeiro. (Católogo da exposição do mesmo nome).

- Os estudos de cultura material: propósitos e métodos. Revista Museu Paulista, 30:13-42, USP, São Paulo.

1985(out.)/1986(fev.)
- Viaja a Manaus e ao Alto Rio Negro para realizar trabalho de campo na aldeia dos índios Desâna do Rio Tiquié, afluente do Rio Uaupés.
- Redige o artigo “Mitologia Pictórica Desâna”.

1986
- Formula o plano-diretor do Museu do Índio de Brasília e da sua exposição inaugural (fev.).
- Prepara textos para o encarte infantil da revista Ciência Hoje (março).
- É readmitida na FUNAI – Assessor II (abril).
- Publica os três volumes da “Suma Etnológica Brasileira” (abril).
- Compõe a banca examinadora da Profa. Heloísa Fenelón para professor titular do PPGAS-Museu Nacional (junho).
- Realiza palestra na exibição dos documentários Asuriní-Araweté – UERJ (setembro).

PUBLICAÇÕES:

Bibliografia Clique para ampliar

Prefácio e orelha: Etnobiologia, vol.I da Suma Etnológica Brasileira. Editor: Darcy Ribeiro, coordenação: Berta G. Ribeiro. FINEP/VOZES p.11-14, Rio de Janeiro. Segunda edição: 1986.


Bibliografia Clique para ampliar

A arte de trançar: dois macroestilos, dois modos de vida. Glossário dos trançados. In: Tecnologia Indígena, vol. II da Suma Etnológica Brasileira, p.283-322, FINEP/VOZES, Rio de Janeiro.
Prefácio e orelha: Tecnologia indígena, vol.II da Suma Etnológica Brasileira. Editor: Darcy Ribeiro, coordenação: Berta G. Ribeiro, FINEP/VOZES, p.11-14, Rio de Janeiro. Segunda edição: 1987.
Artes têxteis indígenas do Brasil. Glossário dos tecidos. In: Tecnologia indígena, vol.II da Suma Etnológica Brasileira, p.351-396, FINEP/VOZES, Rio de Janeiro.


Bibliografia Clique para ampliar

Prefácio e orelha: Arte índia, vol. III da Suma Etnológica Brasileira, Editor: Darcy Ribeiro, coordenação: Berta G. Ribeiro, FINEP/VOZES, p.11-13, Rio de Janeiro. Segunda edição: 1987.
A linguagem simbólica da cultura material. Introdução à Arte Índia, vol. III da Suma Etnológica Brasileira, p. 15-28, FINEP/VOZES, Rio de Janeiro.
Bases para uma classificação dos adornos plumários dos índios do Brasil. In: Arte Índia, vol.III da Suma Etnológica Brasileira, p. 189-226, FINEP/VOZES, Rio de Janeiro. (Reprodução ampliada do mesmo artigo publicado em 1957).
Desenhos semânticos e identidade étnica: o caso Kayabí. In: Arte índia, Vol.III da Suma Etnológica Brasileira, p.265-286, FINEP/VOZES, Rio de Janeiro.

- Visual categories and ethnic identity: the simbolism do Kayabí basketry patterns (Mato Grosso, Brazil). In: Barrie Reynolds & Margaret C. Stott (Eds.), Material Anthropology. Contemporary Approaches to Material Culture. 1987, N. York, Univ. Press of America, p.189-230.
Publicado em 1982 em: Archaeology and Anthropology. Journal of the Walter Roth Museum of Archaeology and Anthropology, 5 (1/2): 5-28, Georgetown, Guiana.
Versão em alemão: Semantishe Zeichnungen und ethnische identität: das beispiel der Kayabi. In: Mark Münzel (Org.), Die Mythen Sehen. Bilder und Zeichen vom Amazonas, 1988, Roter Faden zur Ausstellung n.14: 391-449, Museum für Volkerkund, Frankfurt, Alemanha.
- La vannerie et l´art décorative des Indiens du Haut Xingu, Mato Grosso, Brésil. Objets et Mondes. Revue du Musée de L´Homme, 24 (1/2): 57-68. Paris. Corresponde a um subcapítulo da dissertação de doutorado. Sob o título Os padrões ornamentais do trançado e a arte decorativa dos índios do Alto Xingu, publicado em Karl von den Steinen: um século de antropologia no Xingu. Organização: Vera Penteado Coelho, EDUSP/FAPESP, São Paulo, 1993, p.563-590.
- Exame etnográfico: tecidos e cordames. In: Mumificações Naturais na Pré-História Brasileira. Um Estudo de Caso, de Maria da Conceição Beltrão e Tânia Andrade Lima (orgs.), Revista de Arqueologia 3 (1): 15-24, Belém, Museu Goeldi.

1986/1987
Retomada do projeto “Nomenclatura das coleções etnográficas” no Museu do Índio. Colaboraram: Adalgiza Bomfim – Fundação Pró-Memória e Heloísa Fénelon, Hamilton Botelho Malhano, Fátima Regina do Nascimento e Terezinha Baumann – Museu Nacional .

1987
- Envia, como empréstimo, desenhos e guaches dos Desâna para figurar exposição no Museu Etnográfico de Frankfurt e remete artigos para publicação no catálogo da exposição (jan.).
- Coordena, junto com Lux Vidal e Heloísa Fenelón, o Grupo de Trabalho “Etnoestética e ergologia” e apresenta, junto com Adalgiza Bomfim, o projeto “Nomenclatura das coleções etnográficas” e “Mitologia pictórica Desâna” durante a 15a ABA (março).
- CNPq – Consultora ad hoc (maio).
- Atua como membro do Conselho Regional de Museologia do Rio de Janeiro (maio).
- Apresenta a comunicação “Chuvas e constelações: o calendário econômico dos Desâna” durante o “Seminário sobre el estado actual de investigación en Amazônia”, em Madrid (junho).
- Exibe o documentário Asuriní: Barro e Corpo e pronuncia palestra sobre pintura corporal indígena no Espaço Cultural Sérgio Porto (agosto).
- Trabalha como professora visitante do programa de mestrado da Escola de Belas Artes/UFRJ – disciplina “Antropologia e arte indígena” (setembro).
- Revisa a tradução do livro Wellcome of Tears. The Tapirapé of Central Brazil, de C. Wagley.

PUBLICAÇÕES:

Bibliografia Clique para ampliar

O Índio na Cultura Brasileira. Vol.3 da Enciclopédia da Cultura Brasileira, coordenação: Antônio Houaiss, Unibrade/UNESCO, Rio de Janeiro, 186p., 23 ilustr. Segunda edição:1991, Editora Revan.

Museu do índio, Brasília. Caderno Rioarte, ano III n.7: 84-95. Instituto Municipal de Arte e Cultura, Rio de Janeiro.
Em colaboração com Tolamãn Kenhíri (índio Desâna). Chuvas e constelações. Calendário econômico Desâna. Ciência Hoje 6 (36): 26-37, 32 ilust. (novembro). Reproduzido em: Ciência Hoje, SBPC – (port./ing.), volume especial - Amazônia, dez. 1991 v. 12, p. 14-23. Versão em inglês: Rains & constellations. Desâna Economic Calendar. In: D. A. Posey & W. Balée (Eds.): Resource Management in Amazônia: indigenous and folk strategies. Advances In Economic Botany 7: 97-114, N. York, The New York Botanical Garden, 1989. Versão em alemão: 1988 – Regenfalle und sternbilder: der wirtschafskalendar der Desâna. In: Clarita Müller-Platenberg (org.): Amazonien: eine indianische Kulturlandschaft, Traditionen naturverbundenen lebens und wirtschaftens im tropischen regenwald (Begleitband zur Ausstellung) Kassel, Gesamthochule Kassel, RDA, p.21-46, 4 ilust., glossário de termos regionais.

1988
- Trabalha como professora assistente nível 1 do Departamento de Antropologia do Museu Nacional – UFRJ . Ao ser admitida por concurso, desliga-se do Museu do Índio.
- Participa da banca examinadora para professor titular da Profa. Charlote Emmerich - PPGAS – Museu Nacional (setembro).
- Realiza pesquisa bibliográfica para o simpósio “Americans before Columbus: prehistoric South America”, organizado por Betty Meggers, cujo trabalho apresentado intitula-se “Perspectivas etnológicas (1957-1988) para arqueólogos”.
- Torna-se membro da Comissão Assessora do encarte Ciência Hoje das Crianças. Integra o Comité Editorial desta revista. (maio).
- Apresenta a comunicação “Colonialismo ecológico: o exemplo do Alto Rio Negro” no seminário “O futuro da Amazônia”, reaizado na Universidade de Kassel, onde também é montada exposição com base em “Chuvas e constelações. Calendário econômico Desâna” e “Classificação dos solos e horticultura Desâna” (junho).
- Coordena a mesa redonda “Traditional natural resource management and their applications” e apresenta a comunicação “Classificação dos solos e horticultura Desâna” no 1º Congresso Internacional de Etnobiologia, em Belém – PA (julho).
- Participa do fórum “O futuro da Amazônia”, composto por diversas entidades, até 1989 (outubro).
- Leciona curso intensivo “Classificações taxonômicas. Guias para registro de dados culturais” no Museu Antropológico da UFGO (novembro).
- Recebe o Prêmio “Erico Vanucci Mendes” para trabalhos de Preservação da Memória Nacional, Tradições Populares e Traços Culturais durante a 40a. RASBPC. Na ocasião profere a palestra “Arte indígena: patrimônio cultural” na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

PUBLICAÇÕES:

Bibliografia Clique para ampliar

Dicionário do Artesanato Indígena. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, 343p., 20prs. Em cores, 1430 ilustrações a traço de Hamilton Botelho Malhano. (Há resenha de Antônio Houaiss no Jornal do Brasil, 20/02/1988 e de Luiz Donisete Benzi Grupioni em Ciência Hoje 8 (43): 25, junho de 1988).

- Por que um Museu do Índio? Revista Brasília, N.S., abril/maio/junho, 82 (37-40), Brasília, GDF.
- Die bildliche mythologie der Desâna. In: MÜNZEL, Mark (org.): Die Mythen Sehen: Bilder und Zeichen von Amazonas. Vol. 14: 243-77, Museum für Volkerfunde, Frankfurt AM Main, Alemanha. Versão em alemão do artigo A mitologia pictórica Desâna, publicado no volume Artes gráficas indígenas, estudos de antropologia estética, Lux Vidal (Org.), 1992, p.35/52, Ed. Nobel, S.Paulo.
- Die letzten tage der Xinguanos. Revista Merian/Brasilien (volume dedicado ao Brasil), 11/41: 41/57, Hamburgo, Alemanha. Título original em português: Parque indígena do Xingu: laboratório de ação indigenista.
- O paraíso selvagem dos Kuikúro no Xingu. Fotos de Michael Friedel. Revista Geográfica Universal n. 162: 84-98, Rio de Janeiro.
Iawari: ‘olimpíada’ do Xingu. Fotos de Michael Friedel. Revista Geográfica Universal n. 165: 28-37, Rio de Janeiro.
- Cómo y por qué dos índios escribieron su mitologia. Texto introdutório a: Antes o mundo não existia, mito de criação do homem por U. P. Kumu & T. Kenhíri, fotos de Miguel Rio Branco, desenhos de T. Kenhíri. El Paseante 11: 83-84, Madrid (volume dedicado ao Brasil), Ed. Siruela.
- A iconografia indígena: Rugendas, Taunay, Florence. In: Luiz Emygdio Mello Filho (Org.), Expedição Langsdorff ao Brasil, 1821-1829, Rio de Janeiro, Ed. Alumbramento. Vol. I: 138 (Rugendas), vol.II: 133-138 (Taunay), vol. III: 107-109 (Hercules Florence).

1989
- Trabalha como professor adjunto nível 1 – Museu Nacional.
- Participa da elaboração conceitual da exposição “Amazônia Urgente” (jan./ago.).
- Redige fichas técnicas e informações complementares para o catálogo do Tribal Art Center, de Basiléia, Suíça (julho).
- Exposição compacta “Amazônia Urgente” no salão negro do Congresso Nacional – incluída na programação do II Festival Latino-Americano de Arte e Cultura (agosto) e em Salvador durante o Simpósio Internacional de Cinema em Defesa do Meio Ambiente (setembro).
- Elabora o Projeto Pedagogium – Museu da Educação.
- Recebe Menção Honrosa no concurso “Prêmio Nacional de Ecologia de 1989” pelo trabalho “Amazônia Urgente: Cinco séculos de história e ecologia”.

PUBLICAÇÕES:
- Índios: quem são, quantos são, que chances tem? Revista Geográfica Universal 175: 44-55, Rio de Janeiro. Versão de parte deste artigo e colaboração de Iara Ferraz: Os povos indígenas brasileiros, Ciência Hoje das Crianças (n.12), encarte de Ciência Hoje 9(53), maio, p.12-15, fotos Fred Ribeiro.
- Arte Indígena, Linguagem Visual. Edição bilíngue portuquês-inglês, 24 prs. Em cores, 20 desenhos no texto de Hamilton Botelho Malhano, 1 mapa, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia/EDUSP, 189p.
- Die Desâna. Naturvebundenes Leben und Wirtchafen in Tropischen Regenwald. (Natureza e Economia na Floresta Tropical Úmida). GhK, FB 6, Tadok 37, Kassel, RDA. Inclui: Chuvas e constelações: calendário econômico Desâna (em colaboração com Tolamãn Kenhíri, índio Desâna); Classificação dos solos e horticultura Desâna; e Os índios do rio Tiquié e o Projeto Calha Norte. Org.: Clarita Müller-Platemberg, 100 págs.

1990
- Apresenta o estudo “Literatura oral indígena – o exemplo Desâna” no congresso “Lo real maravilhoso en Iberoamerica. Relaciones entre literatura y sociedad”, na Universidade de Extremadura, em Cáceres – Espanha (novembro).
- Convidada pela Universidade de Lisboa, profere as palestras: “A contribuição do índio para a cultura brasileira e universal” em Lisboa; “Literatura oral indígena. O caso Desâna, noroeste amazônico”, em Coimbra; “Amazônia Urgente, cinco séculos de história e ecologia”, em Viana do Castelo; e “Cultura material e história cultural”, em Porto (novembro).
- Apresenta “Desâna ethnobotany: plants for artisantry” no II Congresso Internacional de Etnobiologia - Kunning – China.

PUBLICAÇÕES

Bibliografia Clique para ampliar

Amazônia Urgente: Cinco séculos de História e Ecologia, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia/INEP-MEC/CNPq/Vitae, 272 págs., 366 ilustr. Segunda edição: 1992. Edição em inglês: trad. Vera M. Joscelyne, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia/CNPq/UNESCO/Vitae/Ed. UFMG, 1992.

- Perspectivas etnológicas para arqueólogos (1957-1988). BIB/Boletim Informativo e Bibliográfico de Ciências Sociais, 29:17-77, Rio de Janeiro, ANPOCS. Versão abreviada saiu nos Anais do Simpósio Americans Before Columbus no livro: Prehistória Sudamericana. Nuevas perspectivas, Betty Meggers (Ed.), Taraxum, Washington, p.113-142, 1992.
- Classificação dos solos e horticultura Desâna. In: Ethnobiology. Implications and Applications. Proceedings of the First International Congresso f Ethnobiology (Belém, 1988), Darrel Posey & William Overal (Orgs.), Belém, CNPq/Museu Goeldi, p.27-49.
- Desâna Ethnobotany: Plants for Artisantry. Comunicação ao II Congresso Internacional de Etnobiologia, Kunming, China, 22-26/10/1990, 34 p. datil. Ilustr.

1990/1991
Realiza a terceira visita à Aldeia São João e faz uma coleta de dados também visando a realização de um documentário e a finalização do livro Os Índios das Águas Pretas.

1991
- Trabalha como professor Adjunto nível 2 – Museu Nacional.
- Prepara Amazônia Urgent, Five Centuries of History and Ecology (jan./dez.), edição em inglês de seu livro.
- Formula a exposição “Brasilidades”, realizada na Casa França-Brasil. Encarrega-se do tema “Amazônia e França”. Colaboração do Museu Nacional e de Lúcia Hussak Van Velthen, do Museu Paraense Emílio Goeldi. (maio/junho).
- Ministra curso intensivo para a FLACSO/Equador para o mestrado em Ciências Sociais, intitulado “Etnobiologia indígena amazônica” (julho).
- Assessora a montagem compacta da exposição “Amazônia Urgente” em Brasília (agosto).
- Participa de mesa redonda sobre o tema “Uso e manejo indígena na Amazônia”, durante o seminário “Ciências sociais e meio ambiente” – FLACSO, CLACSO, ANPOCS (dezembro).

PUBLICAÇÕES:
- Amazonien: Anpassungsstrategie der Índios. In: K. L. Hübner, R.; Karnofsky, P. Lozano Herausbeger (eds.): Wissbuch Lateinamerika. Eigenes und Fremdes, Wuppertal, Peter Hammer Verlag, pp.89-102. Edição em castelhano: Lo proprio y lo ajeno, Inst. Del Tercer Mundo, Montevideu, p.115-130, 1992, sob o título: Amazônia: estratégias adaptativas indígenas.
- Literatura oral indígena: o exemplo Desâna. Ciência Hoje 12(72): 28-37, Rio de Janeiro. Reproduzido em: volume especial – Amazônia, dez. 1991 Ciência Hoje, SBPC – (port./ing.). Editado em espanhol em: Lo Real Maravilhoso em iberoamerica. Relaciones entre Literatura y Sociedad, José Ignacio Úzquiza González (Ed.), Universidad de Extremadura, Cáceres, Espanha, P.267-284 e 25 ilustrações, 1992.
- Lavoura indígena. Ciência Hoje das Crianças 21:2-5. Rio de Janeiro, SBPC.
- Museu e memória. Reflexões sobre o colecionamento. Ciências em Museus (1989) 2:109-122, Belém, Museu Goeldi.
- Uma proposta museológica: Amazônia urgente: Cinco séculos de História e Ecologia. Ciências em Museus (1989) 2: 171-179, Belém, Museu Emílio Goeldi.
- Ao vencedor, as batatas. Plantas ameríndias oferendadas à humanidade. Trabalhos de Antropologia e Etnologia, vol. XXXI (1-4): 99-112, Porto, Portugal, Soc. Portuguesa de Antropologia e Etnologia. Reproduzido em Ciência Hoje 15(86): 111-114, 1992. Vol. América: conquista e colonização, Rio de Janeiro, SBPC.

1991/1992
- Colabora no roteiro da mostra “Nossas Florestas, nossa herança”, exibida no Museu Histórico Nacional entre jul e out de 1992.
- Fornece material bibliográfico e iconográfico à exposição “Índios no Brasil. Alteridade. Diversidade. Diálogo cultural”, exibida no Ibirapuera entre junho e julho de 1992.

1992
- Exposição integral “Amazônia Urgente” na Estação Carioca do Metrô (jun/jul).
Banca examinadora da seleção ao contrato de restaurador em material etnográfico – MUSEU NACIONAL (agosto).
- Montagem integral da exposição “Amazônia Urgente” em São Paulo (ago/set).
- Apresenta o estudo “Desâna ethno-ictiology” ao GT “Systems of
biological classification” durante o III International Congress of Ethnobiology (novembro).
Montagem de exibição de “Amazônia Urgente” no salão de atos da torre de TV da ECO/92.

PUBLICAÇÕES:
- A presença do homem. In: Luiz Emygdio de Mello Filho et alii, Floresta Atlântica, Rio de Janeiro, Edições Alumbramento, p.79-93.
- Os aborígenes descobrem o europeu. Revista USP, 12: 36-47. São Paulo, Universidade de São Paulo. Em colaboração com Lúcia Hussak Van Velthen - Coleções etnográficas: documentos materiais para a história indígena. In: Cunha, Manuela Carneiro (org.).

Bibliografia Clique para ampliar

História dos Índios no Brasil. São Paulo, Companhia das Letras/FADESP/SMC.

- Colonialismo ecológico: o exemplo do Alto Rio Negro. In: Mariza Corrêa & Roque Laraia (orgs.), Roberto Cardoso de Oliveira: Homenagem, Campinas, IFCH/Unicamp, p.119-142.
- O homem nos cerrados. In: Luiz Emydgio de Mello Filho et alii, Cerrado. Vastos espaços. Rio de Janeiro, Ed. Alumbramento, p. 225-233.
- As artes da vida do indígena brasileiro. In: Luis Donisete B. Grupioni (org.),

Bibliografia Clique para ampliar

Índios no Brasil, São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, p. 135-144.

- Cultura material: objetos e símbolos. Ciências em Museus, vol.2, out./1990, Museu Goeldi/CNPq, p. 17-25, Belém, Pará.
- Cestos, armadilhas e outras técnicas de pesca dos índios Desâna. In: Populações Humanas, Rios e Mares da Amazônia. IV Encontro de Ciências Sociais e o mar no Brasil. Museu Goeldi/Universidade Federal do Pará/Universidade de São Paulo, São Paulo, p.93-106. Em colaboração com Jane Galvão: Gli índios Caduveo: notizie storiche e situazione atuale. In: Guido Boggiani, Atti Del Convegno Internazionale. Maurizio Leigheb & Lino Cerutti (orgs.), Novara, Itália, p. 111-126.
- Etno-ictiologia Desâna. Em colaboração com Tolamãn Kenhíri, índio Desâna. Para publicação nos Anais da Conferência Uma Estratégia Latino-americana para a Amazônia, organizada pela Fundação Memorial da América Latina, 34 págs. datil. Ilustr.

1992/1993
Exposição “Amazônia Urgente” em Belém, sob curadoria de Denise Hamu de La Penha.

1993
Formula e provê materiais para a mostra “Grafismo Kadiwéu”, realizada na Casa França-Brasil (maio).

PUBLICAÇÕES:
Indian Management of Amazonian Ecosystems. In: Towards Eco-Ethics. Visions of Culture, Science, Technology and Nature. Ubiratan D’Ambrosio & Vladislav Kotchetkov (Eds.), 3rd UNESCO Science and Culture Forum, Belém, p.97-102.

1994
- Trabalha como professora Adjunta nível 3 – Museu Nacional.
- Profere palestra sobre o tema “Consciência ecológica no Brasil: a experiência indígena” no I Fórum de educação ambiental para o Mercosul (abril).
- Participa da formulação conceitual das animações “Mito e morte no Amazonas”,“Gaín Pañan e a origem da pupunheira” e “Conflito e morte em garimpo indígena” (abril).
- Exposição “Mito e morte no Amazonas”, montada no Museu Nacional (abril/maio).
- Expõe “Artesanato indígena: por quê? para quem?” no International Expomeeting of Craftmanship (dezembro).

PUBLICAÇÕES:
- Os Amazônidas – The Amazonians. In: Luiz Emygdio de Mello Filho et alii, Amazônia, Flora e Fauna. Rio de Janeiro, Edições Alumbramento, p. 289-310.
- Etnomuseologia: da coleção à exposição. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia. São Paulo, n° 4, p. 189-201.

1995
- Elabora o livro e catálogo da exposição homônima, ainda inédito, Índios do Brasil: 500 anos de resistência.
- Recebe a Ordem do Mérito Científico, conferida pelo Governo Brasileiro, em sua própria casa.
- Em maio deste ano, entra em coma em consequência do tumor cancerígeno.

PUBLICAÇÕES:
Os Índios das Águas Pretas: Modo de Produção e Equipamento Produtivo. São Paulo: Companhia das Letras/Edusp, 270p.

1996
Aposenta-se, por doença grave.

1997
Falece, em 17 de novembro.

Informações complementares:
Berta Gleizer Ribeiro foi membro da Associação Brasileira de Antropologia – ABA: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; do Conselho Regional de Museologia do Rio de Janeiro; do Conselho Editorial das Revistas Ciências em Museus, Ciência Hoje das Crianças e dos Anais do Museu Paulista - Revista de História e Cultura Material; da Comissão Julgadora da seleção para a Pós Graduação em Artes Visuais, mestrado em História e Crítica da Arte – Escola De Belas Artes – EBA/UFRJ.


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